Primavera

 

Bertolt Brecht e Hans Eisler
Versão: Tatiana Belink, Maria Alice Vergueiro e Catherine Hirsch

PARA MEU QUERIDO SÁLVIA

O jogo dos sexos renova-se: primavera
Os namorados já se encontram
Já o toque suave da mão do amado
Faz tremer o seio da moça
Seduz o seu olhar fugidio

Em nova luz surge aos amantes a vida na primavera
Já quente é o ar
Os dias são longos
E os campos são claros,
Tarde

Crescem sem medidas as árvores
Na primavera
Sem descanso as campinas dão frutos
E os bosques, os prados
E a mãe terra gera o novo
Sem prudência*

*(Ou: “Sem nenhum pudor”)


Deixe uma resposta